Siglas brigam por espaço no congresso.

Siglas brigam por espaço no congresso.

Cerca de 78% dos candidatos a deputado federal na Bahia concorrem em coligações, ou seja, em alianças de dois ou mais partidos. Dos 490 postulantes às 39 vagas na Câmara, 384 estão coligados e 106 em torno de 21% do total disputam a corrida eleitoral sem alianças. O percentual reduziu em relação a 2014, quando 87% dos 388 candidatos integravam coligações. Em 2014, só PSOL e PHS disputaram as cadeiras no Congresso sozinhos.

Este ano, o número saltou para cinco legendas: PSDB, PDT, Novo, PCO e, novamente, PSOL. Estas agremiações já ensaiam o que vem na próxima eleição, em 2022, quando as coligações serão proibidas nas eleições para deputado. A regra já começa a valer também nas eleições de 2020 para vereadores. O percentual de candidatos coligados na Bahia é maior em relação ao total registrado no Brasil, cuja taxa de postulantes em alianças é de 65%. 

Dentre as cinco legendas que, na Bahia, concorrem sem coligações, o PSOL tem o maior número de candidatos, com 51. Depois estão PDT (34), PSDB (11), Novo (8) e PCO (2).