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Viana durante visita em Ilhéus.

Advogados baianos têm se queixado de uma suposta falta de transparência da atual gestão da OAB na Bahia, principalmente com relação à situação financeira da entidade. Mesmo após a reeleição do advogado Luiz Viana Queiroz, ocorrida no ano passado, segundo estas mesmas fontes, ainda não teriam sido cumpridas as principais promessas eleitorais, feitas desde 2012, sobre a divulgação on-line e em tempo real das contas da entidade.

A preocupação se intensificou diante da repentina notícia de uma grave crise financeira da instituição, razão para que tivessem sido cancelados contratos com terceirizados, suspensos serviços e surgido a expectativa de fechamento das contas no vermelho para este ano de 2016. A entidade teria ameaçado, ainda, negativar o nome de advogados em atraso no pagamento de anuidades e aumentar o valor da anuidade em um valor bem acima da inflação.

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A proposta seria de um reajuste de mais de 20%. Esse cenário é muito diferente do que havia sido anunciado, ainda em período eleitoral, no ano passado, um pouco antes das eleições para a direção estadual da entidade, quando se alardeava um superávit nas contas referentes ao ano de 2014 da ordem de R$ 10 milhões. Os advogados ainda acusam a diretoria da OAB-BA de manter-se silente quanto a requerimentos formais que lhe são formulados.

As perguntas questionam sobre temas como saúde financeira da entidade ou fazem pedidos de acesso às informações referentes ao orçamento da OAB e principalmente em relação aos gastos realizados com o pagamento por serviços prestados por terceiros à entidade. Há, inclusive, especulações de que medidas judiciais podem ser tomadas ao longo desta semana contra o presidente da instituição, cobrando transparência na Ordem.