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Câmara de Ilhéus, puxadinho do centro administrativo.

A sessão ordinária que aconteceu nesta 4ª feira, dia 23 de novembro, na Câmara de Vereadores de Ilhéus, tem tudo para ser anulada. O circo foi montado para aprovar as contas de Jabes Ribeiro/2013, de qualquer forma, mesmo riscando o regimento, rasgando a lei orgânica e queimando a CF.

É inacreditável o que se viu: Aprovando e desaprovando inversão de pauta; vereadores sem conhecimento algum do teor do parecer, sequer da ementa; vereadores que não tiveram acesso ao parecer do TCM; membro da comissão de finanças que não tiveram direito a exarar seu parecer. O rolo compressor do executivo foi uma desgraça só. 

Até a desorganização funcionou no quesito cronologia. As contas de 2014 foram aprovadas no inicio do mês. Já as contas de 2013 foram aprovadas vinte dias depois. Que bagunça! O vereador Dero, como membro da comissão de finanças, ficou impedido de apresentar seu voto, mesmo em separado, por não ser encontrado em Ilhéus. (Esta foi a justificativa boba dos espertalhões que rastejam ao poder).

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O parecer do TCM contém 44 páginas, e pasmem os senhores, tiveram vereadores que votaram e aprovaram simplesmente porque o patrão mandou. Leia-se Jabes Ribeiro.

Quase na sua totalidade os vereadores governistas não se deram o trabalho de ler nada. Outra parte não adiantaria também ler, pois não conseguiriam entender zorra nenhuma. Infelizmente temos parlamentares despreparados, e assessores piores ainda.

Esta sessão, como a anterior que votou as contas de 2014, certamente serão anuladas, pois, além de todas irregularidades, não cumpriram o exposto o art. 184 do Regimento Interno da Câmara de Ilhéus.

A questão não é aprovar ou deixar de aprovar, mas, sim, da desorganização, da falta de ordem, da prepotência da mesa diretora, que se quer acatou requerimento do membro da comissão de justiça, Cosme Araújo, colocando em votação. Um verdadeiro atentado a um direito parlamentar legal.

Por essas e outras situações absurdas, é que alguns vereadores de oposição solicitaram cópias impressa e vídeo de todas as atas das últimas sessões, e certamente será provocado o Ministério Público Estadual, aliás, temos conhecimento que Dr. Frank Ferrari, da 8ª promotoria já tem conhecimento dos espetáculos promovidos por esta mesinha diretora.